sábado, 25 de junho de 2011

Uma semana movimentada e mais aprendizado

Será que vocês vão ter paciência pra ler tudo??

Comecei a semana passada indo buscar uma peça do Jeep que Ramírez havia encomendado. Nada é muito rápido por aqui, apesar de facilitado. Meus sofás levaram quase dois meses para serem entregues, vcs se lembram? Já tinha postado isso aqui.   Mas eles emprestam outros pra gente ter onde sentar até recebermos os novos.  Custo ZERO. E isso se chama cortesia e marketing!
Bem, mas a peça do Jeep - o nosso é um Compass – demorou uns 10 dias. Era um EYEBOLT, que é tipo um parafuso grande,  emendado numa argola, que a gente rosqueia na parte da frente ou de trás do Jeep para ser rebocado.  Vocês lembram que ficamos atolados em Moore River? Pois é, isso é pra termos onde colocar a corda para sermos rebocados  por outro 4x4. Claro que o ideal é não ficar atolado, mas acontece com os inexperientes porém destemidos marinheiros de primeira viagem.  A peça não é barata – AU$80 – e com os outros acessórios que compramos, tipo corda, etc, estamos prontinhos pra outra aventura.


Geralmente, às 2as feiras e de 15/15 dias (eles falam fortnightly), tenho ajuda de uma faxineira durante 3 horas. Já falei dela aqui. Uma paulista que é o maior barato! Nessa segunda ela trabalhou pouquinho porque estava dodói e tive que fazer parte do trabalho que restou (que já faço normalmente).  Dessa vez, me valeu um mal jeito na coluna que  doía até pra respirar.
Gente, ACABOU O  DORFLEX, socorroooooo! Emergencialmente tomei  um cataflan que trouxe do Brasil. Essa parte ainda é bem complicada pra mim. Não conheço os remédios daqui que estão disponíveis nas prateleiras sem que tenham que ser prescritos pelo GP (General Pratictioner). Ainda estou na fase do “experimenta”. Pra gripe,  já descobri um tipo Night & Day, que ajuda bastante. Pra desentupir o nariz já comprei, mas não usei ainda, depois eu conto.
A dor de coluna foi embora rapidinho e pude voltar a ativa. Não posso ficar fora de combate porque o niver do Pablo (que é DIA DE SÃO PEDRO)  vem aí e estamos começando a comprar algumas coisas pra festa Junina dele e da Paula, que faz aniversário logo depois. 
Por isso, na 6ª. feira, como Isa e Pablo não tiveram aula, aproveitamos pra agilizar várias coisas:
Isa fez um treinamento como camareira de um hotel e já está trabalhando. Dica da nossa amiga Amélia, que trabalha pra caramba aqui em Perth: maquiadora, promoter de vinhos e por aí vai... uma verdadeira guerreira!
Bem, deixamos a Isa cedinho no hotel e ela já ganhou por 5 horas. Vai trabalhar nos finais de semana e nas férias. O interessante aqui na Austrália é que em muitas empresas vc pode pleitear esse tipo de negociação e estabelecer, sempre que for compatível com as necessidades da empresa, o melhor horário de trabalho pra vc. Na empresa do Ramírez, algumas pessoas fixas, trabalham na empresa apenas 2/3 dias e os outros dias da semana, são no esquema de home office, como já existe em muitos lugares pelo mundo.
Eu e Pablito fomos às compras... Chegamos bem cedinho na praça da estação de Subiaco para irmos ao mercado comprar frutas e legumes baratinhos. Estacionamos o carro – tinha um monte de vagas – e fomos tomar um café na Croissant Express pra esperar o mercado abrir. A loja é uma gracinha. Na verdade é uma franquia muito bem montada. Logo que chegamos fomos recebidos por...mais uma brasileira. Essa veio de Ribeirão Preto, um amor de pessoa. Aproveitei pra pedir emprego pro Pablo porque  estamos correndo atrás de oportunidades para quem aceita menores de 18 anos. Comemos nossos croissants com capuccino, fizemos uma cópia do CV do Pablo e deixamos com a gentil brasileira (que depois fiquei sabendo que tb trabalha no mesmo hotel que a Isa) .


Saindo dali, já com as ruas movimentadas, lembrei que não tinha feito o pagamento do estacionamento. A gente tem que pagar na máquina, prevendo o tempo que vai permanecer no local, e colocar o ticket no parabrisa do carro. “Sutis” diferenças: no Brasil os guardadores credenciados vêm na sua janela cobrar os R$3,00 por duas horas.
Como eu ainda pretendia fazer outras coisas por ali, fui até a máquina e paguei.  O guarda (eles aparecem do nada, você nunca vê nenhum, mas creia, eles existem) veio e disse que entendia que havíamos esquecido de pagar e por isso não ia nos multar, por termos reparado o nosso erro demonstrando boa vontade,  pagando mesmo depois de ter o carro estacionado por mais de 30 minutos. 
É muito raro um caso de descortesia aqui em Perth.  Mas acontece...
Outro dia o Pablo começou a fazer uma ordem de pagamento no POST(correio)  e precisou voltar em casa pra pegar mais dinheiro. Quando voltou, tinha uma fila fora do Post e como já estava perto da hora de fechar, a atendente simplesmente deixou todos do lado de fora e fechou a porta avisando que o expediente estava encerrado.  Pablo tentou explicar que já tinha começado um serviço lá dentro e que seus papéis estavam lá...blá, blá, blá... Mas a mulher só falou “I Don`t care, you must come back tomorrow”. É raro, mas acontece.
Depois fomos ao mercado. Impressiona como conseguimos economizar comprando lá! É tudo a metade do preço e as vezes, menos da metade mesmo.  Escolhemos frutas, verduras e legumes e na saída, compramos um docinho muito popular por aqui, mas cuja origem é francesa – o macaron. A gente tava merecendo e as crianças amam! Mas é caaaaaaaaaro pra caramba porque é pequenininho e custa AU$3 cada um!


Dali fui comprar um presente pra uma amiga e procurar um banheiro público, que ninguém é de ferro. Conto isso por conta de duas curiosidades para os brasileiros:
1.    Vc sempre vai achar um banheiro público bom e limpinho em Perth (não importa onde vc esteja), com papel higiênico e máquina de secar as mãos. Ah, e o maravilhoso gancho pra pendurar bolsas nas portas dos banheiros. Informação importantíssima para nós, mulheres, e que não canso de repetir aqui no blog.
2.    Vc nunca vai encontrar uma loja que “embrulhe para presente”. Isso é um plus nas lojas brasileiras. Eles te entregam o presente no máximo num saquinho plástico. Aí vc tem que correr atrás de uma embalagem apropriada para embalar o produto e não fazer feio pro aniversariante.
Finalmente rumamos para o Kakula`s, já meio exaustos.  Mas a causa era nobre: a festa junina precisa ser quase um verdadeiro  “arraiá brasileiro”. Nessa época, bem como minha amiga “quase japonesa” falou, os produtos para festas juninas acabam bem rápido, já que a comunidade brasileira em Perth é enorme.  Ainda assim, conseguimos comprar bastante coisa, Até fubá gente!





Vcs não vão acreditar, mas dali,  ainda sobrou energia para passar no Western Australian Museum e conhecer a ala dos dinossauros, que eu não tinha conseguido ver da outra vez.
Finalmente voltamos pra casa e eis que... recebo uma mensagem de texto no celular , da Aline, minha diarista, convidando para uma super festa junina naquela noite no Ocean Club One, há um quarteirão da minha casa, aqui em Scarborough.  Com pão de queijo, cocada e paçoquinha for free (de graça), quem resistiria? 
Às 8PM , lá estávamos nós quatro: eu, Ramírez, Isa e Felipe. Foi muito legal  sentir o  calor e a alegria dos brasileiros, todos à caráter, um mais engraçado que o outro. E a música, ai que gostoso dançar um forró bem agarradinho e ver os casais rodopiando na pista – “Tá me esperando na janela ai ai, não sei se vou me seguraaaaar”.
A banda “mandava bem” e a noite valeu , adoramos o convite!
Só assim mesmo pra matar as saudades  das tradições da minha terra. Mas há esperanças...
Já temos reservas para férias no Brasil – UHUUUUUUUU!!!  A contagem agora é regressiva. Mais seis meses e é só correr pro abraço!



domingo, 19 de junho de 2011

Uma questão de gosto...


Ao longo de seis meses, fui reunindo os aspectos que gosto e que não gosto em Perth. E tem muito mais que isso, mas por hora é o que lembro.
É claro que a balança pesa favoravelmente para as QUALIDADES. Tudo que não gosto, a gente remedia e convive, mas o que tem de BOM é tão BOM que a gente não quer perder nunca mais...
Enfim é tudo uma questão de preferência e cultura local... Julguem vocês mesmos...

Like

·         Respeito ao cidadão em todos os sentidos;
·         Praias limpas com águas transparentes e muitas lixeiras na areia;
·         Roundabouts – rotatórias por toda a cidade, evitando sinais de trânsito e deixando  o trânsito fluir livremente nas ruas secundárias. Sinais, só nas avenidas principais;
·         Trânsito que flui. Mesmo na hora do rush o trânsito flui. Todos respeitam a sinalização e quando você pede passagem, sempre concedem;
·         Campanhas solidárias – inúmeras campanhas ao longo do ano  para angariar fundos para as mais diversas causas;
·         Freways e Highways – numa cidade como Perth, pequena se comparada a São Paulo e Rio, impressiona o número de freeways e highways;
·         Escolas públicas -  muito bem estruturadas. Os alunos mais necessitados recebem tudo do Governo. E quando o aluno pode pagar, uma taxa de AU$270 aproximadamente cobre o valor do semestre inteiro. Dependendo da escola, o aluno recebe um notebook para levar pra casa;
·         Poder beber água da torneira – aqui em casa nem temos filtro. Acho a qualidade da água ótima, embora alguns questionem a quantidade excessiva de sal que existe nela;
·         As casas alugadas já vem quase 100% montadas: cortinas, persianas, luminárias, telas de proteção, armários, boxes nos banheiros, prateleiras na garagem, forno e fogão, carpete e no nosso caso...lareira.
·         Churrasqueiras nos parques – todo mundo usa e deixa tudo arrumado e limpinho depois do churrasco... consciência coletiva!
·         Praia para cachorros – isso é muito bem sacado. Uma praia onde vc pode levar seu cão para nadar e correr. E ele ainda “tem” coleguinhas pra brincar. São várias pela orla e contam com saquinhos na entrada da praia pra vc colocar as necessidades do seu pet;
·         Facilities das praias, com bebedouros, vestiários e banheiros com chuveiros públicos;
·         Lareiras à gás e aquecedores elétricos – indispensáveis quando o Inverno começa;
·         Cinemas, drive-ins e sessões Golden Class – Os cinemas estão sempre vazios, vc quase não pega fila, com raríssimas exceções. São muitas salas, super bem equipadas e se vc quiser mais conforto, pode ir para a Golden Class, onde a cadeira deita e vc pode jantar ou lanchar;  
·         Atendimento nos estabelecimentos comerciais – sorriso e cortesia garantidos;
·         Organização – tudo funciona e vc nem vê a manutenção das coisas serem feitas. Não causa transtorno a população;
·         Ciclovias – Quem caminha divide de forma disciplinada a pista com os ciclistas. Existe bastante sinalização indicando onde vc deve caminhar;
·         Comunidade brasileira – muito unida, uma verdadeira família pra nós, desgarrados do Brasil;
·         Ganchos nas portas dos banheiros – a maior felicidade das mulheres;
·         Cervejas – maravilhosas, principalmente as que têm menor teor alcoólico para as meninas. Eu adoro várias: Hann Super Dry 3.5, Becks, Blue Tongue, Boags, Muller, Corona....;
·         Hospitais públicos – atendimento de hospital particular classe A;
·         Banheiros públicos espalhados pela cidade, limpos e com papel higiênico;
·         Bebedouros nas ruas e praças;
·         Todas as facilidades para disabled people – portadores de deficiências físicas;
·         Parques bem cuidados – incrível como conseguem manter tudo tão verdinho mesmo com a estiagem no Verão;
·         Ausência de flanelinhas –  só vi um até hoje e desconfio que era brasileiro. Jogava uma aguinha no vidro dos carros, mas só quando o pessoal autorizava;
·         Estilo “No Worries” (não esquenta) dos australianos, os baianos do Common Welth. Além disso são extremamente descontraídos, como os cariocas;
·         Os “Cat Buses”, ônibus gratuitos que circulam pelas ruas do Centro da cidade
·         Contas de luz a cada 2 meses, com preços justos – aqui vc pode ligar o ar condicionado no Verão e os aquecedores no Inverno sem susto;
·         Auto atendimento nos shoppings e supermercados;

·         Lava-jatos com auto-atendimento – vc mesma lava seu carro. Vai depositando as moedinhas na máquina conforme o tempo que utilizar cada serviço;

     * Lembrei de mais dois: água quente em todas as torneiras da casa, inclusive no tanque e válvulas da discarga do vaso para "número 1" (menos água) e "número 2"(mais volume) - super ecologicamente correto! 


Dislike   

·         Corvos – tem corvo pela cidade toda, principalmente perto das praias. É até bem mais bonito que o nosso urubu, mas faz um barulho horroroso;
·         Moscas no Verão. Elas pousam na gente o tempo todo, incomodando mesmo;
·         Mão inglesa – quase me deixou louca. E meu carro ainda é e marcha – lado esquerdo. Mas fazer o que???
·         Cultura do SELF: postos de gasolina, aeroportos, estacionamentos. Sinto falta das pessoas me atendendo nesses lugares. A gente faz tudo sozinha. Mesmo não gostando, tenho que admitir que morro de inveja da confiança que eles tem no povo. Estacionamento vc paga na máquina de rua e coloca o cupom no parabrisa do carro. Em alguns casos, paga e leva o comprovante com vc. No posto de gasolina, vc põe a gasolina e só depois paga. Eles partem do princípio que todos respeitam as normas;
·         Não tem ducha higiênica nos banheiros das casas. A gente nem vê pra comprar. Eu trouxe do Brasil e a instalação de duas duchas custou quase AU$200. Os serviços técnicos são caríssimos.
·         Tubarões e água vivas ( mas tem patrulhas e  sirenes pra avisar se tiver tubarão na área);
·         Restaurantes que fecham muito cedo, tipo 22 horas. Além disso, para almoço, se você chegar depois das 13 horas, muitos locais não servem mais refeições, só sanduiches.;
·         Ter poucos restaurantes com serviço à la carte. Normalmente vc tem que ficar na fila do caixa e pagar tudo antes de consumir. Vc recebe uma plaquinha e depois te entregam o pedido. A cada cerveja ou coca, vc tem que ir pro caixa de novo. Mas não tem 10% de serviço!
·         Comércio que fecha às 17 horas, mesmo nos Shoppings. Tudo fecha muito cedo, mas geralmente abre aos Domingos também;
·         Preço do limão e da banana (a expressão “preço de banana” não funciona aqui pra falar  de algo barato, só no Brasil!);
·         Preço da manicure – de AU$40 a 50. As vezes vc consegue uma brasileira que cobra AU$25. Nunca mais fiz minha unha;
·         Preço da depilação – Acima de AU$40 para serviços simples. Aprendi a fazer eu mesma!
·         Secura do tempo que faz a gente parecer um bacalhau e a boca rachar toda no Inverno e os calcanhares no Verão – só com Lucas Paw paw ointment e Heel Balm moisture,  respectivamente, pra resolver o problema;
·         Programação da TV – aberta ou fechada – acho muito fraca e a FOXTEL, TV fechada daqui,  repete muito os filmes e seriados;
·         Inspeções nas casas que alugamos a cada 3 meses. Isso é bom para o proprietário porque protege seu patrimônio, mas muito chato pro inquilino. Eles mandam o aviso de tudo que vão checar. Como ninguém tem empregada, a gente se desdobra pra deixar tudo um “brinco”;
·         Indianos nos serviços de  telemarketing, falando um inglês que dá vontade de desistir pra sempre;
·         Poucas tomadas nos projetos de construção. Pelo menos aqui em casa é assim. Tem que ter extensão pra todo o lado;
·         Muitos adolescentes bêbados – saem de casa cedo, pelas facilidades e qualidade de vida que a cidade proporciona, mas não têm maturidade pra viver sozinhos. Fazem muita besteira no trânsito à noite e jogam garrafas nas ruas;
·         Fish & Chips – prato tradicional dos ingleses em geral -peixe frito com batata frita - , geralmente com gordura demais;
·         Perth é longe de tudo, isolada mesmo, especialmente do Brasil;
·         Médicos generalistas – GPs – Aqui, vc só vai a um especialista em último caso. Os General Pratictioners (GPs) resolvem tudo (ou não).
·         O café expresso – Se vc quiser mais que um gole, tem que pedir um café duplo. Se pedir o tamanho pequeno, não vai dar nem pra saída porque é menos de um dedo e o preço... AU$3,40;

terça-feira, 14 de junho de 2011

Mandurah = Mandjar = Meeting Place


Hoje o dia começou com um lindo e breve arco iris,  que se formou depois de mais uma forte chuva matinal em Perth. Avistei essa beleza na volta do Centro da cidade, ainda cedinho às 8 horas,  num céu cinzento que anunciava mais temporais . Fui levar o Ramírez ao trabalho e deixar as crianças na estação de trem. Fico com pena de deixá-los ir de ônibus com esse frio e com esse tempo chuvoso. Essa época é assim mesmo, chuvas e ventos fortes...
Mas é isso aí, quem não se expõe, não sai cedinho, também não vê o arco Iris que vi. E vamos combinar... é uma inspiração para qualquer início de dia, ainda que carregado de nuvens!
Mas esse post não é dedicado ao arco iris e sim à Mandurah, uma linda cidade que visitamos no último Domingo. Fica a apenas 45 minutos de Perth , uns 72 km pela Kwinana Freeway e está localizada ao sul, no estuário de Peel-Harvey.  Tem aproximadamente 64.000 habitantes e já foi eleita duas vezes a Top Tourism Town de WA.
Tínhamos um folder turístico sobre a cidade, com as principais atrações e um pequeno mapa para nos nortearmos na região. Pegamos uma entrada qualquer para a cidade e rumamos para a Mandurah Ocean Marina, que nos pareceu um bom começo.
Passamos por inúmeras construções que confirmavam o “boom” da cidade, principalmente depois de 2007, com a chegada das linhas de trem para a região, que vive basicamente do Turismo.  O crescimento e a expensão a cada ano é uma resposta às demandas dos que fazem de Mandurah, seu refúgio nas horas vagas ou até mesmo uma opção de moradia permanente, já que a ida para Perth ficou tão facilitada.
São construções modernas e muitos condomínios ao “estilo Miami”  para todos os “bolsos”. Conjuntos residenciais mais aglomerados convivendo com prédios fantásticos, de altíssimo padrão. Tudo muito bem planejado, limpo e organizado, com localização privilegiada e  vista para o mar. Paramos em uma das praias para umas fotos, confiram...
Depois encontramos a Marina, estacionamos e fomos conhecer o lugar. Todas as marinas daqui se parecem muito. Têm pequenos centros comerciais e vários restaurantes sobre um jetty, que seria como um deck de madeira pra nós. O dessa marina chama-se DOLPHIN QUAY (quay significa cais).
Achamos muito curioso as Boat Houses (casas-barco), que você pode alugar pra fazer passeios pelos canais de Mandurah ou mesmo para passar um fim de semana por lá. Não chegamos a ver o preço, mas achamos a idéia muito boa. As Boat Houses são como pequenas balsas e ficam ancoradas na Mariana e abertas à visitação. Não cheguei a fotografar, mas são muito bem equipadas, com tudo que você precisa numa casa: banheiro (com box para banho), cozinha, sala de estar/jantar, uma ótima cama de casal e uma varanda. Já imaginou acordar com o barulhinho dos pássaros à beira mar/rio??? Já já explico o “rio”. Deve ser uma delícia se a previsão de tempo bom for garantida. No Verão então...
Almoçamos no Nino`s, um simpático restaurante de peixe e frutos do mar no jetty, olhando o mar e gaivotas que fazem a festa com os restinhos de comida que são deixados nas bandejas da praça de alimentação. O lugar é lindo, descansa a vista e apesar do friozinho e do vento próprio da estação, não tem como não ficar ali “de bobeira e jogando conversa fora” pelo menos a couple of hours. Já a comida... deixa muito a desejar. Mas nada que uma cerveja não resolva.
Dali, pegamos o carro e fomos conhecer o centro de Mandurah. Uma grata surpresa. É uma cidade muito bem estruturada, contemplando inclusive artes, cultura e história em museus e centros artísticos.Existem várias opções de lazer que vão desde os gostos mais refinados – circuitos gastronômicos e degustação de vinhos –,  até os mais aventureiros – canoagem, trilhas etc
Caminhamos na praça da cidade, com um solzinho já fraco que refletia nas águas de um canal que completava a paisagem daquela tarde de Domingo, como a moldura de um quadro. Jovens músicos ofereciam uma “palhinha” de rock para quem passava pela região. Nada mal viu?
Vimos também que Mandurah é uma cidade com inúmeras pontes – são 32 no total -  sobre os canais do Serpentine river. Esses canais são chamados de Venitian canals e é lá que estão as residências mais luxuosas da cidade.
Infelizmente não tivemos tempo de visitar mais demoradamente essa região dos canais porque  precisávamos voltar para Perth. Ramírez tinha que finalizar uns trabalhos e buscar a nossa mais nova aquisição para gêneros de primeiríssima necessidade, uma geladeira para vinhos de 2ª. mão.

Com certeza,  um dia é muito pouco para conhecer melhor Mandurah, nome originado da palavra Mandjar , que significa Meeting Placelugar de encontro.

Podia ter um nome melhor pra essa cidade? Acho que não!

 











 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

And the OSCAR goes to...


Ontem foi o dia da formatura do Pablo e da Isa. Eles estavam cursando o IEC – Intensive English Course, que é obrigatório para todos os estudantes estrangeiros que chegam na Austrália e ainda estão cursando o Ensino Médio – High School.
E Cyril Jackson é uma Senior High School, que prepara os alunos para ingressarem no “ambiente” escolar de OZ. Oferece um forte reforço para a língua inglesa e trabalha a adaptação dos alunos às matérias curriculares.  A prioridade é o inglês, mas eles cursam também: matemática, ciências, sociedade e meio ambiente e tecnologia e empreendedorismo.
São quatro meses de formação até estarem aptos a ingressarem novamente nos seus respectivos anos do High School.
Cyril Jackson é uma escola multicultural, como já disse aqui em postagens anteriores. Meus filhos tiveram a chance de conviver com diferentes nacionalidades, culturas e níveis sociais. É uma aula de solidariedade e consciência. Há alunos como eles, com pais trabalhando no país e com visto de residência temporário, há alunos órfãos e que vieram refugiados de seus países de origem e há os que vieram com suas famílias em busca de melhores oportunidades. Sem falar nas histórias impressionantes de alunos que tiveram suas famílias dizimadas por questões religiosas ou políticas.
A Austrália os acolhe e fornece todos os meios para a sua permanência no país. Cyril Jackson é uma escola pública e o Governo provê aos alunos mais necessitados a ajuda de custo necessária para seus estudos e seu sustento.
Ontem pude conferir essa realidade entre os alunos dos mais diversos países: Irã, Iraque, Paquistão, Afeganistão, Colômbia, Filipinas, China, India, Vietnam, Japão, Finlândia, Sudão, Angola, Somália, Polônia, Alemanha, Itália, Servia entre muitos outros.
Existe maior aprendizado que esse? Acho que não!
A escola organizou uma cerimônia de graduação bastante simples, mas muito tocante, procurando contemplar histórias de vida que ajudaram a ilustrar os valores da instituição. Confiram nas fotos, que não estão muito boas por causa da distância que fiquei do palco.
A Isa foi convidada para ser a oradora do IEC, representando todas as turmas do curso. Os discursos e a entrega dos certificados começou pontualmente às 10h30min. Ex alunos e atuais professores de CJ relataram com emoção sua experiência de vida. A diretora falou da importância do empenho e da perseverança para que os objetivos de vida sejam atingidos e o sucesso profissional alcançado.A cada certificado entregue, a diretora do IEC mencionava a carreira que aquele aluno desejava seguir. Todos receberam das mãos de seus respectivos mestres seus certificados,  de forma muito disciplinada, mas sempre com um sorriso pela conquista, devidamente registrado pelo fotógrafo contratado.
Me senti uma privilegiada porque não haviam muitos pais presentes e fiquei muito feliz de poder participar de um momento tão relevante para aqueles imigrantes em busca de dias melhores.
Estava aguardando com ansiedade o discurso que a Isa faria em nome da turma. Ela seria a última a falar para fechar o evento.  Antes disso porém, havia a entrega das premiações especiais para os alunos que mais se destacaram nas diversas disciplinas. Deixaram o prêmio de EXCELÊNCIA  por último. Explicaram que esse prêmio era um reconhecimento não só pela performance do aluno em todas as disciplinas, mas também por seu comprometimento, participação, responsabilidades social e cívica, cooperação, independência,  respeito e preocupação pelo “outro”.
E ...para a nossa surpresa, THE WINNER WAS Isadora Ramírez!!!!! 
O Pablo falava “gente, é minha irmã, aplaude aí.....stronger, stronger!!!!”
Minha lindinha subiu ao palco 3 vezes e eu e Felipe, que também foi prestigiá-la,  éramos  só ORGULHO!!!
Ela, claro, super envergonhada, mas com certeza muito feliz pelo prêmio – um vale de AU$ 50 para a compra de livros, que ela AMA!
As professoras que estavam na fila em frente à minha me parabenizavam o tempo todo. Não só pela Isa, mas também pelo Pablo, que foi o primeiro a ser chamado para speaker (orador), mas declinou do convite.
Os amigos também vieram abraçá-la. Diziam que foi merecidíssimo!
 Foi muito emocionante! Eu espero que essa seja a primeira de muitas conquistas nessa terra de oportunidades!
Parabéns a todos!!!


Turma da Isa



                                                              Diretora do IEC








                                                                Isa discursando, meu orgulho!



                                                        Isa entre amigas queridas



                                                      
                                                           Proud mom!


                                                     Cookie merecido depois do almoço

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mais feriado, mais parques, mais frio

Tivemos mais um fim de semana prolongado. Aqui também tem um monte de feriados e descobrimos que o australiano é o BAIANO DO COMMON WELTH. Sabe aproveitar as horas de laser e não tem pressa pra nada, só pra sair do trabalho e voltar pra casa.
Esse feriado  comemorou a fundação de Western Australia. Na verdade, dia 1º.  de Junho foi o dia em que a costa oeste da Australia foi avistada pelo navio Barque Parmelia. A partir do descobrimento, estabeleceu-se a primeira colônia britânica permanente no Rio Swan. E cá estou!
Aproveitamos os dias de folga pra descansar, curtir o frio ( tá chegando a 8 graus à noite), assistir muitos DVDs e sair à cata de alguns “produtos” brasileiros.
No Domingo fomos ao Wanneroo Farmers Market procurar aipim. Eu tô morrendo de saudade de comer aipim frito e tinham me dito que lá, apenas aos Domingos, a gente encontrava mandioca. Mas foi o fim de semana do PROCURA E NÃO ACHA. Viramos tudo e nada! Saí sem o meu aipim e a vontade aumentou.
Pra aplacar a frustração, decidimos correr atrás do bolinho de bacalhau do Nando`s, que segundo o Pablo, é um restaurante português. É uma franquia e existem vários Nando`s espalhados por Perth, todos com um galo enorme em cima da fachada, o que me fez acreditar na possibilidade de comer um bolinho de bacalhau e tomar uma cerveja gelada. NADA! Eles só têm bolinhos de frango e refrigerantes. E quem queria bolinho de frango? Saímos de bico seco de novo e acabamos em casa mesmo, sem petiscos e com muuuuito desejo! Fizemos mais um churrasquinho...
Ontem fomos conhecer um parque por onde passamos quando estávamos em Subiaco, o Hyde Park. Não é só Londres que tem Hyde Park não! O parque é bem pequeno, mas uma graça. Ficamos encantados com os jardins e com as árvores que parecem centenárias. Perguntamos a uma família australiana que árvores eram aquelas e eles nos disseram que eram ELMS, Mas como blogueira curiosa que sou,  fui pesquisar esses elms, que seriam olmos para nós brasileiros e achei a folha muito diferente da que vimos. Ela se parece mais com a folha estilizada da bandeira do Canadá, Maple leaf, ou folha de bordo.  Vejam nas fotos que lindas e como o chão fica forrado dessas folhas quando caem das árvores e ganham um tom amarelo que colore o chão fazendo contraste com o verde do parque.
Além disso, o parque é um colírio para os olhos. A gente fica um tempão passeando em volta do lago, observando os marrecos selvagens, algumas outras aves de pernas longas (não é a saracura) e claro, os black swans (cisnes negros).
Mas o que mais me chamou a atenção foram uns mini quiosques de alongamento e exercícios por todo o parque. Como é um ótimo local pra correr e caminhar, esses quiosques aproveitam pra dar algumas dicas de saúde. Falam (vêm escrito nas placas presas ao quiosque, com ilustrações demonstrativas)  sobre a importância do alongamento após qualquer tipo de exercício, osteoporose, artrite e outras infos do gênero. Achei tão interessante e tão oportuno! Mostra a preocupação constante com o bem estar das pessoas. Confiram nas fotos também.
Nosso Foundation Day terminou na praia (bar fechado porque ninguém agüenta o vento gelado), tomando uma cervejinha (Blue Tongue) e comendo bolinhos de arroz (risotto balls) e rolinhos primavera (spring rolls). Depois, na volta pra casa, ligamos o aquecedor do carro “a todo o vapor”. 10 graus!
E não venham me dizer que o Inverno não chegou! Pra mim, “já é”!













quinta-feira, 2 de junho de 2011

CHUVA, FRIO E VOLTA AO LAR


A semana começou com muita chuva, tipo temporal mesmo, com muitas rajadas de vento tirando tudo do lugar e derrubando placas em Scarborough. A chuva aqui em Perth é bem diferente da do Brasil. Nem sei se dá pra usar o guarda-chuva, que vive virando do avesso com a ventania e indo parar nas latas de lixo pela cidade.
Não tem chuva fininha. É só pancadão! O céu fica negro como os prenúncios das fortes tempestades que temos no Brasil.  Bem, aí “SAI DEBAIXO  porque você se molha toda! A chuva lava tudo e vem pra valer mesmo, como se estivesse dizendo ADEUS ao Verão. A gente começa a ler nas lojas: “Prepare-se para os fortes ventos e para a estação chuvosa”, anunciando os mais diversos produtos pra vc se proteger.
Mas ainda assim temos dias onde o sol “brinca”  com a chuva num jogo de esconde-esconde. Fico em casa correndo de um lado pro outro com o varalzinho de pé para aproveitar quando o sol aparece. EHHHH MARIAA!!! LERÊLERÊ! A gente ainda não comprou a secadora...
Na 3ª. feira Ramírez finalmente voltou do navio de Karrata. Fui buscá-lo no aeroporto e pra comemorar fiz caldo verde (couve descoberta no mercado de Subiaco e um salame que lembrava de longe o nosso paio) e tomamos um Shiraz de Margaret River com a lareira acesa pela primeira vez! 
É bem interessante a nossa lareira porque tem os benefícios comuns de uma lareira a lenha, mas não tem os problemas que vêm à reboque. É igualzinha a uma lareira a lenha. Vc vê as chamas produzidas pelo gás e algumas peças de cerâmica fazem o papel das brasas, garantindo a visão do fogo que todos adoramos. Ou seja, vc não precisa catar lenha, se preocupar se está seca ou não, ficar abanando pra fazer o fogo pegar, limpar as cinzas e nem se preocupar com a fumaça. E esquenta muuuuuuuito rápido!
E ainda garante o clima romântico, diga-se de passagem,  merecidíssimo depois de um mês de distâcia! Bem vindo ao lar!!